Depoimento: o que eu senti ao ser diagnosticada com Transtorno Bipolar

Megan compartilha a experiência dela na luta pela saúde mental e com o diagnóstico da doença.

Eu vinha sofrendo de episódios recorrentes de depressão desde que eu tinha 14 anos, mas quando eu comecei a estudar na universidade, eu pensei que estava bem.

Em todo o primeiro ano eu pensei que estava bem, mas agora quando eu olho para trás, eu percebo que eu estava muito deprimida. Eu mal comparecia às aulas, e quando eu ia não conseguia me concentrar, e eu sentia como se eu não estivesse assimilando nada muito bem. Às vezes eu não saía do meu quarto por dias. Quando eu saía para socializar, eu bebia até que não conseguisse sentir mais nada. Eu sentia que essa era a única forma que eu teria de me divertir, de ser uma pessoa confiante, e fazer amigos. Eu consegui passar de ano, e naquele verão eu percebi que eu precisava de alguma ajuda.

Visitando meu clínico geral, ele me receitou anti-depressivos e remédios de dormir. Mas meu humor era muito imprevisível. Infelizmente, depois de um mês no segundo ano eu entrei numa crise e fui hospitalizada por um breve período.

Quando eu voltei à universidade, eu participei de algumas sessões de aconselhamento. Depois de conversar com meu tutor, eu fui aconselhada a marcar uma consulta para ver um conselheiro de saúde mental no serviço de Incapacidade e Dislexia. Eu já tinha ouvido falar do serviço, mas eu nunca soube que a saúde mental poderia ser considerada uma Incapacidade. Eu também nunca tinha considerado que eu mesma tivesse uma incapacidade, então eu achei isso uma ideia muito estranha. Mas eu sabia que eu precisava de toda a ajuda que eu conseguisse para conseguir o meu diploma.

Meu conselheiro ouviu as minhas dificuldades e nós discutimos o apoio disponível para ajudar os estudantes com problemas de saúde mental. Eu fui avaliada nas minhas necessidades, e nós discutimos o efeito de minha saúde mental no meu aprendizado, e trabalhamos na questão sobre como poderíamos ser assistidos.

Durante todo esse tempo, eu também passei a frequentar um Psiquiatra, e acabei recebendo o diagnóstico de Transtorno Bipolar. Ouvir isso foi um alívio; por anos eu tinha tido mudanças de humor muito extremas, e tinha pedido ajuda repetidamente quando eu atingi o fundo do poço. Me recomendaram seis semanas de Terapia Cognitiva Comportamental e uma variedade de anti-depressivos e remédios de dormir. Com o diagnóstico eu senti que as coisas poderiam mudar para melhor.

Tudo estava começando a fazer sentido. Enquanto minha medicação era monitorada e ajustada pelo psiquiatra, eu gradualmente comecei a me estabilizar. Pela primeira vez em anos, eu me senti bem. Em minha primeira consulta com o psiquiatra, eu disse a ele que eu sempre lutava contra sentimentos suicidas. 14 meses depois eu recebi alta. Eu agora estou aproveitando a minha vida, e olhando adiante para ver o futuro.
Minha doença está constantemente comigo, está sempre no topo da minha cabeça, e apesar de eu estar estável atualmente, eu sei que eu posso não ficar bem de novo. Eu tenho que ser cuidadosa com álcool, o que pode ser difícil para uma estudante. Mas eu não me ressinto por ter o Transtorno Bipolar, é uma parte da pessoa que eu me tornei.

Desde então eu participei de dois vídeos feitos por estudantes da minha universidade sobre saúde mental; um falando sobre minhas experiências com o suporte disponível e outro, um alerta sobre auto mutilação. Eu também estou perto de terminar a minha graduação e estou no caminho certo para conseguir a nota que eu necessito.

Houve vezes em que eu pensei que eu não ia conseguir terminar a universidade, e eu acredito que o resultado teria sido diferente se não fosse pelo incrível suporte que eu tive. Eu agora espero trabalhar no campo da saúde mental, para ajudar a outras pessoas como eu. Eu quero ajudar as pessoas a aproveitarem a vida, como eu estou aproveitando agora.

Eu encorajo qualquer um que quer buscar formação educacional complementar a fazê-lo. Não deixe que seus problemas mentais o definam ou te impeçam. O apoio está aí, e o sucesso é alcançável.

Megan

Fonte: Mind – for better mental health

Qual a causa do Transtorno Bipolar?

Ninguém sabe exatamente o que causa o transtorno bipolar. Muitas das pesquisas recentes se concentraram em procurar as causas genéticas ou biológicas no cérebro, mas muitos pesquisadores também acreditam que fatores sociais têm uma participação importante, como por exemplo dificuldades em eventos da vida ou passar por um trauma quando criança.

Os remédios podem causar o transtorno bipolar?

Medicamentos, drogas ou álcool não podem causar o desenvolvimento do Transtorno Bipolar, mas eles podem fazer com que você experimente alguns humores e sintomas bipolares. Por exemplo:

  • Alguns antidepressivos podem causar mania ou hipomania como um efeito colateral. Se você começar a experimentar os sintomas de mania depois de tomar antidepressivos para depressão, isso pode levar o seu médico a lhe dar um diagnóstico incorreto de transtorno bipolar, ou pode levá-lo a prescrever mais medicação. Mas nesse caso, normalmente vale a pena esperar para ver se seus sintomas desaparecem sem o tratamento primeiro.
  • Álcool ou drogas podem fazer com que você experimente sintomas similares tanto à mania quanto à depressão. Pode ser mais difícil distinguir os efeitos do álcool e das drogas dos sintomas da sua saúde mental.

Se você está preocupado com os efeitos de medicação, álcool e drogas na sua saúde mental, é importante discutir o assunto com o seu médico.

Trauma na infância

Alguns especialistas acreditam que você pode desenvolver transtorno bipolar se você passar por sofrimentos emocionais quando criança, do tipo:

  • Abuso físico ou sexual
  • negligência
  • eventos traumáticos
  • perder alguém muito próximo a você, como um dos pais ou um cuidador

Isso poderia ocorrer porque passar por um trauma e sofrimento quando criança pode ter um grande efeito na sua habilidade de regular as emoções.

Eventos de vida estressantes

É possível que você possa se lembrar do início dos seus sintomas em um período muito estressante da sua vida, como:

  • o rompimento de um relacionamento
  • preocupações financeiras ou pobreza
  • experimentar uma perda traumática

Apesar de que baixos níveis de stress não serem a provável causa do Transtorno Bipolar, eles podem ser o gatilho para dar início a um episódio de mania ou depressão.

Problemas de auto-estima

Alguns pesquisadores acreditam que um episódio de mania pode ser uma forma de escapar dos sentimentos da depressão ou de ter uma baixa auto-estima. É possível que, quando você se sente muito mal sobre si mesmo, a mania aumenta sua auto-confiança para lhe ajudar a suportar.

Química Cerebral

Indícios mostram que sintomas bipolares podem ser tratados com certos medicamentos psiquiátricos, que são conhecidos por agirem nos neurotransmissores (mensageiros químicos) no seu cérebro. Isso sugere que o transtorno bipolar pode estar relacionado a problemas com a função desses neurotransmissores – e isso tem respaldo em algumas pesquisas. Entretanto, ninguém sabe ao certo quais são exatamente estes problemas, ou o que os causa.

Herança Genética

Se você tem o Transtorno Bipolar, é muito provável que você tenha um membro da família que também tem os humores e sintomas bipolares (apesar de que eles podem não ter sido diagnosticados). Isso sugere que o transtorno bipolar pode ser passado adiante nas famílias.

Entretanto, isso não significa necessariamente que existe um “gene bipolar” – as ligações familiares são muito mais complexas. Por exemplo, pesquisadores acreditam que fatores ambientais também podem ser gatilhos para vivenciar os sintomas do Transtorno Bipolar. E para a maioria das pessoas, membros da família são uma parte importante e influente do seu ambiente enquanto você cresce e se desenvolve.

Fonte: Mind, for better mental health

“O Lado Bom da Vida”, filme sobre Transtorno Bipolar

lado bom

Bradley Cooper interpreta Patrick “Pat” Solitano Jr., um homem com Transtorno Bipolar que foi liberado de um hospital psiquiátrico e que vai morar com seus pais, interpretados por Robert de Niro e Jacki Weaver. Determinado a reconquistar sua já distante esposa, Pat encontra a recém viúva Tiffany Maxwell, vivida por Jennifer Lawrence, que se oferece para ajudá-lo a ter sua esposa de volta se ele entrar em uma competição de dança com ela. Os dois se tornam mais próximos enquanto praticam e Pat, seu pai e Tiffany examinam seus relacionamentos enquanto convivem com seus problemas.

“Mr. Jones”, filme sobre Transtorno Bipolar (1993)

Mr Jones

Mr. Jones (Richard Gere) é um homem que sofre de Transtorno Bipolar, uma doença que faz com que ele tenha períodos de intenso prazer emocional e expansividade, mas que também resulta em períodos de depressão suicida. Em um de seus períodos de mania ele pula para dentro de um palco durante um performance de um concerto da nona de Beethoven e começa a conduzir a orquestra, e acaba sendo preso. Libbie Bowen (Lena Olin), uma médica em um hospital psiquiátrico, se interessa por sua condição e se apaixona por ele, e por se envolver acaba tendo que pedir demissão.

 

Para se preparar para este filme, Richard Gere, Mike Figgis e Eric Rotch fizeram muita pesquisa e estudo sobre Transtorno Bipolar. Gere se encontrou com muitas pessoas que têm o transtorno para ter as sacadas e o conhecimento sobre como retratá-los corretamente.

Michelle Pfeiffer desistiu do papel principal feminino para viver a Mulher Gato em Batman Returns.

Fonte: Wikipedia

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Guia para cuidadores de pessoas com transtorno bipolar

O transtorno bipolar consiste em episódios de humor em que o pensamento, as emoções e o comportamento de um indivíduo alteram-se visivelmente durante um período considerável, interferindo em seu cotidiano. Essa enfermidade pode comprometer não somente a vida da pessoa acometida, mas também a de sua família, seu cônjuge e seus amigos. Por isso, ter conhecimento de alguns sintomas ou episódios pode ajudar a identificar quando o paciente apresenta essa doença.

Se você é um adulto que tem um relacionamento próximo a um portador do transtorno bipolar, é importante saber mais sobre a doença, para que possa ajudar o seu ente querido. Você pode obter informações práticas e confiáveis aqui, no Guia para cuidadores de pessoas com transtorno bipolar. Esta obra proporciona informações e sugestões sobre como o transtorno pode ser gerido e tratado, e alguns recursos que poderão ajudar no cuidado diário do paciente.

Essas informações e sugestões são uma combinação dos últimos resultados de pesquisas realizadas, com as opiniões consensuais de painéis internacionais de cuidadores, de pessoas com transtorno bipolar, de clínicos e de pesquisadores, todos eles especialistas e com experiência nessa enfermidade.

Este guia não substitui as orientações médicas. Ao contrário, oferece acesso a informações adicionais para que você, o cuidador, ou a pessoa a quem está ajudando conheça mais sobre o transtorno bipolar. Com as informações aqui contidas, você ficará mais preparado para compreender as considerações feitas pelo médico e, então, discuti-las com mais segurança.

FAÇA AQUI O DOWNLOAD !!!

Fonte: Programa de Transtornos Afetivos (GRUDA) IPq HCFMUSP

Guia da Família e Amigos para a Recuperação da Depressão e do Transtorno Bipolar

Oi, pessoal, eu traduzi o material da Depression and Bipolar Support Alliance, e você pode baixar o original em inglês clicando aqui.

Eu tentei fazer um PDF com o formato original, de apostila, mas não ficou muito bom… então, seguem todas as informações abaixo. Boa leitura:

Quando um amigo ou membro da família tem um episódio de depressão ou transtorno bipolar (maníaco ou depressivo), você pode ter dúvidas sobre o que pode fazer para ajudar.

Você pode se perguntar como você deveria tratar a pessoa. Você pode não querer falar sobre a doença da pessoa, ou pode se sentir culpado, nervoso ou confuso. Todos esses sentimentos são normais.

Existem maneiras de você ajudar amigos ou membros da família durante a sua recuperação e ao mesmo tempo dar a eles o poder de fazer suas próprias escolhas.

Você e as pessoas que você ama podem ter ouvido falar que a depressão e o transtorno bipolar são fraquezas ou falhas de caráter. Isso não é verdade. Essas doenças são reais e são tratáveis, como diabetes ou asma. A pessoa que você ama pode se sentir fracassada. Uma doença mental não é um fracasso e não é culpa de ninguém.

Pode ser útil enxergar a recuperação como um processo com cinco estágios. As pessoas passam por esses estágios em velocidades diferentes. A recuperaço de uma doença como a depressão ou o transtorno bipolar, como a doença em si, tem altos e baixos. Amigos e familiares que dão apoio e em quem se pode confiar podem fazer uma grande diferença na habilidade de uma pessoa de suportar cada um desses estágios.

  1. Lidar com o impacto da doença
  2. Sentir que a vida é limitada
  3. Perceber e acreditar que uma mudança é possível
  4. Se comprometer a mudar
  5. Tomar ações para a mudança
  • Sentido-se devastado e confuso pela doença

Um episódio de mania ou depressão, especialmente um que cause grandes problemas com relacionamentos, dinheiro, emprego ou outras áreas da vida pode ser devastador para todos os envolvidos. Uma pessoa que precise ser internada pode sair do hospital sentindo-se confusa, envergonhada, devastada e insegura sobre o que fazer a seguir.

  • Ofereça suporte emocional e compreensão
  • Ajude com o plano de saúde e outras responsabilidades
  • Ofereça ajuda para conversar com ou encontrar bons médicos
  • Mantenha anotações dos sintomas, tratamento, progresso, efeitos colaterais e coisas ruins em um diário.
  • Seja paciente e aceite as situações

A doença da pessoa que você ama não é culpa sua ou dela. É uma doença real que pode ser tratada com sucesso. Resista ao impulso de tentar consertar tudo de uma vez. Dê o seu apoio, mas saiba que a pessoa que você ama é a principal responsável pelo tratamento dela e suas escolhas de vida.

  • Acreditando que a vida nunca mais será a mesma.

Nesse estágio, as pessoas dão uma boa olhada nas formas que a doença afetou suas vidas. Elas podem  não acreditar que suas vidas podem mudar ou melhorar. É importante que amigos, familiares e médicos ajudem ao trabalhar para incentivar a esperança e reconstruir uma auto-imagem positiva.

  • Acredite na habilidade da pessoa de se sentir melhor.
  • Diga a elas que elas têm a habilidade de melhorar com tempo e paciência. Incentive a esperança por meio do foco nas suas forças.
  • Trabalhe para separar os sintomas da doença da verdadeira personalidade da pessoa. Ajude a pessoa a reconstruir uma auto-imagem positiva.
  • Reconheça quando a pessoa que você ama está tendo sintomas e perceba que a Comunicação com ela pode ser mais difícil durante este period. Saiba que sintomas como o recolhimento social vêm da doença e provavelmente não são uma reação a você
  • Faça o melhor que puder para não apressar, pressionar ou irritar a pessoa doente.

Um transtorno de humor afeta a atitude e as crenças de uma pessoa. Desesperança, falta de interesse, raiva, ansiedade e impaciência podem ser sintomas da doença. O tratamento ajuda a pessoa a reconhecer e trabalhar para corrigir esse tipo de pensamentos e sentimentos distorcidos. Seu apoio e sua aceitação são necessários durante esse estágio.

  • Questionando o poder incapacitante da doença e acreditando que a vida pode ser diferente.

Planos, objetivos e a crença em um futuro melhor podem motivar as pessoas a trabalhar no bem estar dia-após-dia. Neste estágio as pessoas começam a acreditar que a vida pode ser melhor e que a mudança é possível.

  • Empodere a pessoa que você ama para que ela participe do processo de bem-estar ao dar pequenos passos rumo a um estilo de vida mais saudável, o que pode incluir:

✓  Manter o mesmo horário para dormer e para acordar

✓  Sempre manter uma boa nutrição

✓  Fazer algum tipo de atividade física ou exercício

✓  Evitar o álcool e outras substâncias

✓  Encontrar um grupo de apoio

✓  Manter os compromissos de cuidados com a saúde e se manter firme no tratamento

  • Ofereça a garantia de que o futuro pode e vai ser diferente e melhor. Lembre a eles que eles têm o poder de mudar.
  • Ajude-os a identificar coisas que eles querem  mudar e coisas que eles querem conquistar.

Sintomas de depressão e tanstorno bipolar podem causar uma desesperançosa atitude do tipo “qual o sentido disso?”. Este também é um sintoma da doença. Com o tratamento, as pessoas podem e vão melhorar. Para ajudar aqueles que você ama a progredirem na recuperação, ajude-os a identificarem as coisas negativas com as quais estão insatisfeitos e que eles querem mudar, ou coisas positivas que eles gostariam de fazer. Ajude-os a prosseguir no caminho da conquista dessas coisas.

  • Explorando as possibilidades e desafiando o poder incapacitante da doença.

A depressão e o transtorno bipolar são doenças poderosas, mas elas não têm que proibir as pessoas de viverem vidas gratificantes. Nesse estágio as pessoas experimentam uma mudança na atitude. Eles se tornam m ais conscientes das possibilidades de suas vidas e das escolhas que estão disponíveis para elas. Elas agem de forma a evitar sentimentos causados ou definidos pela doença. Elas atuam ativamente nas estratégias que identificaram para se manter bem. É muito importante focar nas forças e nas habilidades, recursos e suportes que eles precisam.

  • Ajude as pessoas que você ama a identificar:

✓  Coisas que elas gostam ou pelas quais são apaixonadas

✓  Formas pelas quais elas possam trazer essas coisas para suas vidas

✓  Coisas com as quais elas estão insatisfeitas e querem mudar

✓  A maneiras pelas quais elas podem mudar essas coisas

✓  Habilidades, forças e ideias que podem ajudá-los a atingirem seus objetivos

✓  Recursos que podem ajudá-los a formar novas habilidades.

  • Ajude-os a descobrir o que os mantém bem
  • Incentive e dê suporte aos seus esforços.

A chave aqui é dar pequenos passos.  Muitos pequenos passos vão se somar a grandes mudanças  positivas.  Encontre pequenas maneiras de eles se envolverem nas coisas com as quais eles se importam. Essas coisas podem ser atividades que eles gostam, ou coisas que querem mudar, em suas vidas ou no mundo.

  • Indo além do poder incapacitante da doença

Neste estágio, as pessoas transformam palavras em ações ao dar passos em direção aos seus objetivos. Para algumas pessoas, isso pode significar procurar por um emprego de tempo integral, de meio período ou voluntário, para outros pode significar mudar uma situação de vida  ou trabalhar em um grupo de apoio à saúde mental.

  • Ajude seu amigo ou membro da família a usar as forças e habilidades que ela tem.
  • Mantenha suas expectativas realísticas e acessíveis sem atrapalhar
  • Ajude eles a encontrarem recursos adicionais e apoio para que atinjam seus objetivos passo a passo.
  • Continue a dar apoio a eles enquanto eles definem novos objetivos e foque na vida além da sua doença
  • Ajude-os a identificar e superar pensamentos negativos e derrotistas
  • Incentive-os a pegarem leve consigo mesmos e a aproveitarem a jornada.

Pessoas com depressão ou transtorno bipolar têm o poder de criar as vidas que elas querem para si mesmas. Quando elas trabalham por sua recuperação e são capazes de olhar além da doença, as possibilidades são ilimitadas.

Clique aqui para continuar lendo: ajudando alguém com um Transtorno de Humor

 

 

Leões ou cordeiros

“Por aqui nós falamos como leões mas vamos para o sacrifício como cordeiros” – Counting Crows

No meu esforço para divulgar este blog, tenho visitado muitas comunidades que reúnem pessoas com Transtorno Bipolar.E eu vi que muitos de nós temos dificuldades de lidar com as pessoas de modo geral. Em “Vida de um bipolar”, encontrei a seguinte frase:

bipolar se afasta

Depois que o pessoal do “Vida de um bipolar” divulgou isso, vi muita gente falar sobre as dificuldades de relacionamento. “Sou pior q isso ai, eu praticamente nao tenho amigos, pq largo de uma hora pra outra” disse uma pessoa. A outra completou: “Disse tudo…. essa frase me Define! Algumas pessoas perdem, E nao sabem o por que!” e mais outra:  “Eu sou assim, mas queria mudar isso…”

Pois é amigos, bipolares, como nós, falam como leões… somos capazes de dar uma patada na cara das pessoas sem nem nos preocuparmos com as consequências. Mas no fim das contas nós estamos indo para os sacrifício como cordeiros. Porque ficamos sós, sem amigos, com aquela angústia de não ter com quem conversar. Pelo menos eu sinto essa angústia – e você?